A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O dado coloca as contas públicas no centro das atenções nos últimos meses do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No final de 2022, antes do início do atual mandato, a dívida bruta estava próxima de 72% do PIB. Desde então, a relação entre dívida e PIB avançou cerca de dez pontos percentuais.
O cenário pode piorar até dezembro. A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, projeta que a dívida bruta encerre 2026 em 82,5% do PIB. Mantida a trajetória prevista pela instituição, o indicador poderá superar 100% do PIB em 2032 e alcançar 115% em 2036.
A evolução da dívida é influenciada por diferentes fatores, incluindo juros, resultados fiscais, emissões de dívida e crescimento da economia.
Com Lula chegando ao fim do terceiro mandato em dezembro, o elevado nível de endividamento deverá ser um dos principais desafios econômicos deixados para o governo que assumir o país em 2027.










